<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170</id><updated>2011-10-22T06:50:45.698-07:00</updated><title type='text'>Yane saiu para comprar cigarros, vá para flibusteiros.blogspot.com, ele não está lá também, mas ok.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-3245855863467236922</id><published>2011-06-01T12:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T06:48:11.095-07:00</updated><title type='text'>Senhoras e senhores, não me venham com essa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Algumas pessoas recolhem o lixo, outras arrumam algo para comer, você resolve ajudar a lavar louça, o tempo parece parado depois do desjejum, você olha os pontos de luz no céu, não há muito mais que o barulho de uma mosca, os dias passam, você não sabe quantos, você caiu da escada? Você escorregou no assoalho? Que marca roxa é aquela no seu cotovelo? Olá, meu nome é Ruth. Como é meu nome? Você olha pela janela, do segundo andar daquele casarão, quem é mesmo o dono daquele lugar? Você olha pela janela do segundo andar daquele casarão, pode ouvir o som de máquinas ao longe, tão distantes que apenas consegue percebê-las em silêncio absoluto, 1955, é esse o ano? 1968? Alguém fala um tanto, outro também, e mais um. 1969. 1861. O vinho escorre pelo chão, como uma água que serve para lavar ao contrário. Você pensa em dizer o seu nome, mas não se lembra muito bem e sempre que se põe para tentar lembrá-lo – ou tentar inventar um – alguém toma a palavra primeiro: a casa agora encontra-se cheia, repleta, lotada, os assoalhos rangem, as mãos se esbarram sem carinho, um cigarro queima o braço de uma garota, ela gosta, e ainda diz que gosta que um cigarro queime o braço da garota que, sem carinho, esbarra no braço de uma garota que esbarra no cigarro e diz que gosta e você desce as escadas e apanha a mochila e se manda e a porta da casa agora é um lago, um, dois, três, já, TCHIBUM! E as profundezas do lago nada mais são do que uma casa onde tudo é igual do outro lado, mas apenas um pouco diferente e as pessoas todas dizem ao mesmo tempo “NÓS VIEMOS AQUI PARA DIZER”, mas algumas o dizem rápido, outras devagar, umas em chinês, outras berram, outras falam na língua do P e você também diz aquilo, mas é como se de sua boca saíssem bolhas de sabão e seria mesmo muito melhor se realmente saíssem bolhas de sabão, mas é como se você dissesse aquilo e sentisse que saíssem bolhas de sabão que, na verdade, não saem, obstruídas pela passagem do Mantra.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-3245855863467236922?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/3245855863467236922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=3245855863467236922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/3245855863467236922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/3245855863467236922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2011/06/senhoras-e-senhores-nao-me-venham-com.html' title='Senhoras e senhores, não me venham com essa.'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-2228869642972893183</id><published>2011-03-01T10:57:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T11:52:41.981-08:00</updated><title type='text'>[III.2.5. O desequilíbrio funcional: mais-valia de código. Isso só funciona desarranjando-se], Félix Guattari &amp; Gilles Deleuze</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É particularmente fraca e inadequada a ideia segundo a qual as sociedades primitivas são sociedades sem história, dominadas por arquétipos e sua repetição. Essa ideia não nasceu entre etnólogos, mas antes entre ideólogos presos a uma consciência trágica judaico-cristã a que eles queriam creditar a "invenção" da história. Se dermos o nome de história a uma realidade dinâmica e aberta das sociedades, em estado de desequilíbrio funcional ou de equilíbrio oscilante, instável e sempre compensado, comportando não só conflitos institucionalizados, mas também conflitos geradores de mudanças, revoltas, rupturas e cisões, então as sociedades primitivas estão plenamente na história, e muito afastadas da estabilidade ou mesmo da harmonia que se lhes quer atribuir em nome de uma primazia de um grupo unânime. A presença da história em toda máquina social aparece claramente nas discordâncias em que, como diz Lévi-Strauss, "se descobre a marca, que é impossível desconhecer, do acontecimento" 11. É verdade que há várias maneiras de interpretar tais discordâncias: idealmente, pelo desvio entre a instituição real e o seu modelo supostamente ideal; moralmente, invocando um laço estrutural da lei e da transgressão; fisicamente, como se se tratasse de um fenônemo de usura que faz com que a máquina social já não esteja apta a tratar seus materiais. Mas, ainda neste caso, parece que a interpretação correta deva ser, antes de tudo, atual e funcional: é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;para&lt;/span&gt; funcionar que uma máquina social deve &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não funcionar bem&lt;/span&gt;. Foi possível mostrar isso precisamente a propósito do sistema segmentar, sempre levado a se reconstituir sobre suas próprias ruínas; e é também o que acontece com a função política nesses sistemas, função que só se exerce efetivamente ao indicar sua própria impotência. 12 Os etnólogos não param de dizer que as regras de parentesco não são aplicadas nem aplicáveis aos casamentos reais: não por se tratarem de regras ideais, mas, ao contrário, porque elas determinam pontos críticos em que o dispositivo só volta a funcionar com a condição de ser bloqueado, situando-se necessariamente numa relação negativa com o grupo. É aí que aparece a identidade da máquina social com a máquina desejante: o seu limite não é o desgaste, mas a falha, ela só funciona rangendo, desarranjando-se, arrebentando em pequenas explosões - os disfuncionamentos fazem parte do seu próprio funcionamento, e este não é o aspecto menos importante do sistema da crueldade. Nunca uma discordância ou um disfuncionamento anunciaram a morte de uma máquina social que, ao contrário, se alimenta habitualmente das contradições que provoca, das crises que suscita, das angústias que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;engendra&lt;/span&gt; e das operações infernais que a revigoram: o capitalismo aprendeu isso e deixou de duvidar de si, e até os socialistas deixavam de acreditar na possibilidade da sua morte natural por desgaste. As contradições nunca mataram ninguém. E quanto mais isso de desarranja, quanto mais isso esquizofreniza, melhor isso funciona, à americana.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;11 Lévi-Strauss, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Anthropologie structurale&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Paris, Plon, 1958, p. 132.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;12 Jeanne Favret, "La Segmentarité au Maghreb", &lt;span style="font-style:italic;"&gt;L'Homme&lt;/span&gt;, abril de 1966; Pierre Clastres, "Échange et pouvoir", &lt;span style="font-style:italic;"&gt;L'Homme&lt;/span&gt;, janeiro de 1962.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-2228869642972893183?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/2228869642972893183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=2228869642972893183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2228869642972893183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2228869642972893183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2011/03/felix-guattari-gilles-deleuze-iii.html' title='[III.2.5. O desequilíbrio funcional: mais-valia de código. Isso só funciona desarranjando-se], Félix Guattari &amp; Gilles Deleuze'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-4462373667409012208</id><published>2010-06-07T18:42:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T18:43:41.349-07:00</updated><title type='text'>Porque</title><content type='html'>surdos também ouvem, narram.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ogeoy.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;http://ogeoy.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-4462373667409012208?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/4462373667409012208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=4462373667409012208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/4462373667409012208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/4462373667409012208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/06/porque.html' title='Porque'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7338415422474695619</id><published>2010-05-15T18:21:00.001-07:00</published><updated>2011-10-22T06:50:45.742-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Uma casa&lt;br /&gt;Pessoas circulam, jantam&lt;br /&gt;Falam os nomes das coisas&lt;br /&gt;Alguém toma banho, outros esperam&lt;br /&gt;O pequeno cão ladra e brinca&lt;br /&gt;A torneira aberta lava&lt;br /&gt;Um vento assopra na janela&lt;br /&gt;Nem é noite&lt;br /&gt;Nem chove&lt;br /&gt;Nem frio faz&lt;br /&gt;Mas sabe-se lá, alguém estremece&lt;br /&gt;e chora magro, sem deixar nas vistas, guardado por detrás de um sorriso&lt;br /&gt;Quem é, não se deixa mostrar.&lt;br /&gt;E Maria, pequenina, sobre a cadeira velha na porta da casa, deixa o tempo ir e dá uma tristeza daquelas também&lt;br /&gt;- Maria, que te deu que te derrama?&lt;br /&gt;Não sei. Alguém aqui chora em silêncio e o lamento ficou d'eu mostrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7338415422474695619?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7338415422474695619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7338415422474695619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7338415422474695619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7338415422474695619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/05/uma-casa-pessoas-circulam-jantam-falam.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-4407911137264543206</id><published>2010-04-23T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T19:20:24.445-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Geladeiras conversam&lt;br /&gt;Meu bem trouxe a carne no jornal o horóscopo de ontem&lt;br /&gt;Me passe o sal?&lt;br /&gt;No rádio, os rouxinóis&lt;br /&gt;Alguém atenda o telefone&lt;br /&gt;Pegue o troco em bala depressa mulher&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É hora de ir para casa, o trem sacoleja dentro do estômago&lt;br /&gt;A porta, a mesa, o carimbo, o chip, o chefe&lt;br /&gt;Beijo-lhe a boca, é meio dia, é hora de dormir,&lt;br /&gt;Mas a tampa da panela não abre, 2% na Bolsa&lt;br /&gt;Rouxinóis sobrevoam a casa, o céu de verdade&lt;br /&gt;Algo entra, apesar dos muros&lt;br /&gt;E vou erguendo impedimentos&lt;br /&gt;Não há delegacia para esse crime&lt;br /&gt;O preço do contra?&lt;br /&gt;Alguém atenda o telefone&lt;br /&gt;Quem vai trazer a bandeja?&lt;br /&gt;A boca do chefe tem um sorriso grande&lt;br /&gt;Hora de dormir&lt;br /&gt;Sinal da cruz, amém&lt;br /&gt;O chefe de olhos fechados, à mesa, boca aberta,&lt;br /&gt;o reflexo de seu maxilar sobre a superfície prata,&lt;br /&gt;a língua de fora.&lt;br /&gt;Pegue o troco em bile depressa mulher&lt;br /&gt;A mesa e as paredes são frias, a carne tem cheiro de fogo&lt;br /&gt;Me passe o sal?&lt;br /&gt;Garfo, goela, gordura.&lt;br /&gt;Não sei, não vi, não falo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-4407911137264543206?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/4407911137264543206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=4407911137264543206' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/4407911137264543206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/4407911137264543206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/04/geladeiras-conversam-as-luzes-nao-sao.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-2408426813516043912</id><published>2010-03-22T08:07:00.001-07:00</published><updated>2011-06-01T12:45:10.485-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por detrás de uns óculos duros,&lt;br /&gt;um homem chora,&lt;br /&gt;enquanto o jornal diz: morre-se por acidente de trânsito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas pessoas transitam num curto espaço, fazem curto, o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca comeu maçãs do amor, nem soube presentear flores,&lt;br /&gt;tampouco escrever poemas&lt;br /&gt;(Se já, esqueceu-se)&lt;br /&gt;Mas aprendeu que amava e que amar rimava também com portões altos, assinaturas&lt;br /&gt;Nisso está de acordo com seu tempo, não enxerga portas na ponta do nariz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largado em um banco, pouco olhou para os cadarços dos sapatos, gastos, gastos,&lt;br /&gt;Nem para, no bolso, a carteira, metonímia vigente&lt;br /&gt;Pouco percebeu um cheiro de feijoada do bar da esquina, nem namorou o único beija flor da cidade&lt;br /&gt;Só via aquele Amor do lado de lá das lentes de seus óculos&lt;br /&gt;E se sorria se Ele lhe acenava!&lt;br /&gt;(Enquanto ela lá, só,&lt;br /&gt;mais um sucesso no rádio, cheirando a suor,&lt;br /&gt;os olhos, tão bonitos, presos em dois cortes assimétricos, pronta sem atinar,&lt;br /&gt;os dedos rubros de brincar com rosas, um dia vai morrer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe estar naquele banco que podia ser no meio da rua, tem os olhos grandes demais&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-2408426813516043912?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/2408426813516043912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=2408426813516043912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2408426813516043912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2408426813516043912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/03/por-detras-de-uns-oculos-duros-um-homem.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-5125081495690085780</id><published>2010-03-17T20:45:00.001-07:00</published><updated>2010-03-17T20:45:35.804-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Repletas de sábado nos olhos&lt;br /&gt;Multidões caminham, é noite&lt;br /&gt;Que sopro de delícia no peito é esse,&lt;br /&gt;- ninguém mais respeita a sinalização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebraram a vidraça do mundo, parece&lt;br /&gt;Sobem e descem da grama tanto&lt;br /&gt;E há uma festa nas pernas soltas das moças&lt;br /&gt;E os homens brincam de amarelinha&lt;br /&gt;Na boca, na boca, pedem o esquicho do Carnaval&lt;br /&gt;Ô, meu bem, será que você vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, será, dormem as engrenagens fabris?&lt;br /&gt;Não, o Carnaval fez a produção maior, fez até fantasmas a cinco centavos,&lt;br /&gt;gentes dormem enquanto ganham as avenidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se maravilhar, tamanha desenvoltura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E soltaram os cães,&lt;br /&gt;não sei se é de se fazer festa em seus pêlos&lt;br /&gt;ou se é o caso de fugir de suas mandíbulas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E soltaram uma nau no meio da rua&lt;br /&gt;Ela segue, impávida, enfeitada, competente&lt;br /&gt;repleta de amor livre,&lt;br /&gt;Ela é o Carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se tentar ver que rios correm por debaixo dessa nave balouçante,&lt;br /&gt;dessa gangorra, o parque colorido,&lt;br /&gt;Quais dedos apertam os lemes da alegria e encerram crianças nos porões?&lt;br /&gt;Quais carnavais ensinam o frescor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se sorrir, esse Carnaval,&lt;br /&gt;e sorrio e choro e&lt;br /&gt;algo se descompassa se não é uma dança da menina travestida&lt;br /&gt;que passa no meio desse samba despedaçado, lindo, lindo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-5125081495690085780?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/5125081495690085780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=5125081495690085780' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/5125081495690085780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/5125081495690085780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/03/repletas-de-sabado-nos-olhos-multidoes.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7029291774513621327</id><published>2010-03-14T14:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T14:52:10.578-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um poeta, em seu escritório, em delírio onírico, escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Srta.,&lt;br /&gt;Seria possível&lt;br /&gt;Como proceder&lt;br /&gt;Gostaria de&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois encontraram-se numa sexta-feira, numa estrada larga,&lt;br /&gt;esse poeta dando com os olhos dela tão despertos em sonho&lt;br /&gt;E caíram dele os carimbos-metáforas todos&lt;br /&gt;E a metafísica perdeu a razão&lt;br /&gt;E a máquina de escrever deu uma cambalhota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois deixaram nascer esse poema que não cabe num livro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Para Ge.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7029291774513621327?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7029291774513621327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7029291774513621327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7029291774513621327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7029291774513621327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/04/um-poeta-em-seu-escritorio-em-delirio.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7378779244163084467</id><published>2010-03-13T18:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T18:41:33.187-08:00</updated><title type='text'>Bilhete de amor de uma mulher</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Honrado Sr.,&lt;br /&gt;fechei a casa, joguei a chave fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles outrora em estado de escravidão migraram para o Sul, &lt;br /&gt;impelidos por cantos irresistíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desejar, me encontre num ponto qualquer&lt;br /&gt;E seja um rio qualquer&lt;br /&gt;ao alcance das minhas águas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tantas águas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carteiro não deixou a conta de luz,&lt;br /&gt;mas, que interessa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7378779244163084467?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7378779244163084467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7378779244163084467' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7378779244163084467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7378779244163084467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/03/bilhete-de-amor-de-uma-mulher.html' title='Bilhete de amor de uma mulher'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-3517226929983589335</id><published>2010-03-02T12:44:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T12:53:26.699-08:00</updated><title type='text'>Trecho de "Conversações: a respeito da vida selvagem", por Gyorgy Raimondi e Yane Santiago.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Y: As focas do Atlântico Norte transitam com certa dificuldade entre os arquipélagos da região. Não costumam ir muito além das cercanias, a não ser quando - o que é raro - uma foca dessas faz amizade com alguma baleia azul que atravessa o mundo em belas cantorias. As focas do Atlântico Norte têm um olhar desconfiado e sonham que as aves de rapina de bico laranja lhes assassinam, arrancando-lhes os corações, iguarias que tais aves de rapina provariam com total adoração, caso existissem. Nesse mesmo estado onírico, as focas do Atlântico Norte costumam se ver, em algum momento, a dormir nos colos das mesmas aves de rapina de bico de laranja, as quais cantam suaves cantigas de ninar. As focas do Atlântico Norte migram todos os anos para a Ilha de Lícia e nunca sabem se o fazem porque ouvem de lá algum canto atraente ou se o fazem para fugir das aves de rapina - e aí há contradições no estudo: fugiriam das fantasiosas aves de bico laranja ou das garras concretas e temidas dos falcões de bico amarelo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Y: Ainda bem  - para as focas do Atlântico Norte - que elas não são lemingues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G: A primeira coisa que se deve saber sobre os lemingues é: eles não são suicidas. E se seus corpos tendem a naufragar no abismo das cordilheiras; e se se sentem impelidos ao nado dos afogados; e se se lançam ao chão a fim de se pisotearem; é tudo um engano de suas sinapses contorcidas. E este engano é o que assegura a portentosa ordem da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G: A segunda coisa que se deve saber sobre os lemingues (e este segundo saber se relaciona ao primeiro saber) é: eles não são homossexuais. Porque as fêmeas lemingues são extraordinariamente férteis e, talvez por isso, tenham feromônios avassaladores: os machos são, por assim dizer, “flutuados” ao leito. E se os lemingues se cansam do embriagado perfume das fêmeas no cio e preferem servir à mesa dos machos, é tudo um engano de suas sinapses contorcidas. E este engano é o que assegura a portentosa e inescrupulosa ordem da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G: A terceira coisa que se deve saber sobre os lemingues (e este terceiro saber se relaciona, indiretamente, ao segundo e ao primeiro saber) é: eles não hibernam. E se passam o inverno inteiro escondidos na tosca galeria que constroem, é por medo de servirem de narizes para os bonecos de neve. Estas galerias são simples corredores debaixo do chão gelado que qualquer passo enganado faz desabar; mas ninguém se preocupa com sua extinção porque são muitos, esses lemingues. O que assegura a portentosa e inescrupulosa e também orquestral ordem da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G: A quarta e última coisa que se deve saber sobre os lemingues (e este saber não se relaciona a nenhum outro, nem aos próprios lemingues) é: os lemingues são animais extrardinários porém inúteis para a portentosa e inescrupulosa e também orquestral e enganosa ordem da vida e na disputa de lançamento ectoplasmático já perdem de saída porque (e aí os estudiosos se dividem) ou não há ectoplasma no lemingue ou o ectoplasma prende suas ventosas na grotesca gengivite do lemingue que se não fosse um lemingue seria um excelente competidor de lançamento ectoplasmático.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-3517226929983589335?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/3517226929983589335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=3517226929983589335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/3517226929983589335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/3517226929983589335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/03/conversacoes-respeito-da-vida-selvagem.html' title='Trecho de &quot;Conversações: a respeito da vida selvagem&quot;, por Gyorgy Raimondi e Yane Santiago.'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7507071464726149539</id><published>2010-02-28T05:33:00.001-08:00</published><updated>2010-02-28T05:34:04.351-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;o meu humor é tropicalista;&lt;br /&gt;minha tristeza, sambolero.&lt;br /&gt;já nem sei quanto de mim é desistência&lt;br /&gt;e quanto é alguma transformação.&lt;br /&gt;já nem sei quanto quer partir&lt;br /&gt;e quanto ainda se contagia com o confete e a serpentina,&lt;br /&gt;neste carnaval.&lt;br /&gt;olerê, olará, o tamborim, o surdo&lt;br /&gt;- todo mundo já sabe.&lt;br /&gt;e o barco. o barco. o barco e o porto.&lt;br /&gt;o porto e o mar. o mar chama.&lt;br /&gt;copacabana e fim de mundo.&lt;br /&gt;vasto vasto. grande.&lt;br /&gt;se eu me chamasse alexandre.&lt;br /&gt;no fim, pra alguns faz diferença, pra outros não,&lt;br /&gt;afinal, as coisas são assim, dizem.&lt;br /&gt;berimbau toca e manoel carlos entra em cena.&lt;br /&gt;o pé esquerdo escorrega no playground,&lt;br /&gt;o direito galga degraus.&lt;br /&gt;sorriso de quase nuvem,&lt;br /&gt;esse país quase sem nome&lt;br /&gt;e esse porto que nunca chega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7507071464726149539?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7507071464726149539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7507071464726149539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7507071464726149539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7507071464726149539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/02/o-meu-humor-e-tropicalista-minha.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-1433133280509977</id><published>2010-02-16T10:48:00.001-08:00</published><updated>2010-02-16T12:04:02.287-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se eram sete e meia, eu ainda tinha tempo de sobra para fazer a janta, comer, tomar banho e sair, porque havia combinado com Lisa que nos encontrássemos às onze horas em frente a estação - para que depois fôssemos a algum lugar para bebermos e conversarmos -, calculando que, do apartamento à estação o tempo tomado era de cerca de cinqüenta minutos, sendo assim, calmamente apanhei os tomates, lavei-os e, de maneira que considero bastante metódica, piquei-os em cubos mais ou menos de dois por dois centímetros; já as cebolas: fi-las em pedaços bem pequenos, porque pensei que seria bom se dissolvessem, dando apenas sabor ao caldo. No caso das cenouras, pensei em rodelas bem finas, mas depois que as tinha desta forma, considerei que fazê-las em pedaços ainda menores seria mais adequado, porque eu não era tão fã assim de cenouras; o contrário do que acontecia em relação às batatas, essas sim eu preferia saborear enquanto as mastigava, bem como a carne, porém neste caso a decisão mais acertada foi deixar em pequenas fatias, para facilitar o cozimento e a degustação. O próximo passo foi fritar em azeite o alho com uma parcela da cebola, enquanto eu esquentava a água que depois derramei sobre a tal fritada, acrescentando, na seqüência, a ervilha e o milho, os quais tive de aguardar que cozinhassem um tanto, para, finalmente, despejar todos os legumes e a carne, que deixei fritando no durante entre o corte dos legumes e o cozimento da ervilha e do milho. Atentei-me ao fato de que esta tarefa vinha me tomando muito tempo, eu teria de me apressar. Logo depois pensei que seria providencial também degustar alguma bebida, e encontrei um vinho de qualidade duvidosa no armário, se não me engano, de quando Virginia viera para cá - trouxera-o à tiracolo, mas, reconhecendo a precariedade da bebida, preferiu esperar as cervejas que viriam trazidas pelas outras pessoas. O passo seguinte foi ajeitar a mesa, calmamente, e, sim, um tanto de pressa se fazia necessária, afinal, depois de tanto tempo, Lisa por fim havia aceitado meu convite para que saíssemos apenas os dois, porque eu realmente já há muito almejava me aproximar dela, pensava - sonhava -, ingenuamente, em Lisa como minha futura companheira, repleto de uma paixão quase pesarosa, e, então, sim, Lisa finalmente também me queria, eu não poderia me permitir frustrá-la! Enquanto o caldo cozinhava, fui ao meu quarto para escolher qual seria o traje mais adequado para aquela noite, e dei com meu quarda roupa em total confusão, por isso tive de ajeitar as roupas e, enquanto me envolvia neste fazer, logo deparei-me com o estado de miséria dos tapetes, tamanha a poeira instada por todos os cantos, então por que eu não varria meu quarto, o apartamento? E topei com um sujeira horrível na janela do quarto, e com um maldito lodo encrustado entre os azulejos do banheiro e com uma lâmpada que há muito eu precisava repôr, e o caldo ficou pronto e o tirei do fogo, mas logo lembrei que a manta sobre o sofá se encontrava uma imundície só e aquilo não era certo, bem como a permanência de tralhas sobre o móvel da sala e me movimentei por todo o apartamento, fazendo o que era preciso, e depois de um banho bem tomado para limpar as unhas das mãos e a sujeira dos cabelos, faltavam três minutos para as onze horas e eu ainda não havia comido e o caldo cheirava soberbamente, sentei-me à mesa, olhei para a parede, para a toalha nova, permaneci alguns minutos ali, me levantei, joguei o caldo no lixo, tirei a roupa enquanto andava pela casa, entrei, só de cuecas, no meu quarto, apaguei a luz, deitei-me na minha cama e tentei dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-1433133280509977?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/1433133280509977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=1433133280509977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/1433133280509977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/1433133280509977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2010/02/se-eram-sete-e-meia-eu-ainda-tinha.html' title=''/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7903105828728271486</id><published>2009-11-17T18:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T05:10:54.246-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho essa namorada, Elsie. Há quanto tempo estamos juntos? Oh, Elsie. Hoje é terça-feira. Eu adormeci no sofá, enquanto Elsie lavava os pratos. Acordei com um cansaço peculiar. Olhei pela janela, deduzi: eram umas três e meia. Em cheio, três e meia. Escrevi doze poemas hoje. Bons poemas. Um deles sobre patos. Eu gosto dos patos. Eles têm um jeito engraçado de me abordar quando vou ao parque. Vou ao parque muito freqüentemente. Da última vez que andei por lá, tentava pensar um jeito de pagar o aluguel. Eles se aproximaram, um deles voou e se postou sobre o banco, os outros me rodeando. Elsie tem um beijo doce. E nunca põe a língua dentro da minha boca, sou sempre eu que coloco a minha na boca dela. Ela nunca me disse o motivo. Penso que não é necessário mesmo que ela diga, parece fácil entender. O fato é que ela sempre amolece de um jeito muito quente, nesses momentos. Enfim. Elsie comprou essa casa depois de trabalhar como datilógrafa durante quinze anos - durante os quais juntou dinheiro copiosamente, o que me faz pensar que não é sempre que ela amolece.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;É então que penso: Bem. O dinheiro do aluguel você não tem. Mas tem Elsie. E Elsie, uma casa. Apesar de haver somente um quarto, há espaço para duas pessoas, você já deve ter percebido. Afinal, a cama já é de casal e, quando você se cansar, sempre terá a lavanderia, que é bem espaçosa - tem lugar para sua máquina de escrever e lá você pode fumar à vontade, sem que ela o perturbe. Os primeiros anos serão duros, tantas mulheres por aí. Mas você também já anda um pouco cansado desse jogo, conhecer-alguém-abordar-alguém-trepar-com-alguém. Talvez seja momento mesmo de ir para o cercado. Quem sabe seus livros não começam a ser publicados? Talvez você faça algum dinheiro e daí pode se separar, comprar um iate e contratar umas duas massagistas. Além do mais, não é tão ruim, apesar de ter quarenta, Elsie ainda tem as pernas bem boas e um rosto razoável.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Penso na Grande Crise. Se as pessoas não têm dinheiro para comprar feijão, como comprarão meus livros? Bem. Alguém ainda ganha dinheiro nesse mundo, serão eles que comprarão meu trabalho. Bebo um copo d'água. Elsie se aproxima, matreira. Encosta o traseiro em mim. Abraço-a por trás, mordo-lhe a nuca, um dedo na boca dela. Andamos abraçados até a cama. Caio por cima dela. Mais tarde eu lhe digo que preciso ir, tenho um compromisso. Ela resmunga e me chama de Sr. Liso. Dou-lhe um sorriso; nos beijamos e eu me enterneço deveras. Nos abraçamos. Mas me mantenho firme. Saio, devem ser umas cinco e pouco. Pergunto as horas a um senhor, na rua. Em cheio, cinco e onze. Desço a oito, dobro a esquina, entro no parque. Sento em um banco, os patos chegam, dou-lhes pão.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Depois eles foram para o lago, praticamente todos de uma vez. Fiquei ali. Poucas nuvens atravessavam o céu, naquela região. Tentei, então, ficar um pouco sério. Vamos lá. Você consegue. Já é hora. Seriedaaade. Ajeitei a coluna, mantive o rosto sereno. Respirei fundo, pensei no aluguel, em Elsie, no sucesso. Em tudo aquilo que vinha me fazendo rir. Depois percebi que não adiantava todo aquele esforço, me levantei e me lancei ao lago, fez um barulho molhado, pensei. Barulho molhado, péssimo aquilo, por isso eu era um poeta tão ruim. Nadei um pouco, de calças mesmo, mas tive de tirar os sapatos. O segurança que me chamou a atenção e me tirou da água, me dando um sermão daqueles, iria ter história para contar para seus filhos, quando chegasse em casa. Contaria sobre esse homem estranho que nadou no lago junto com os patos e que ria, contentíssimo, quando saiu de lá, direto para a delegacia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7903105828728271486?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7903105828728271486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7903105828728271486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7903105828728271486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7903105828728271486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2009/11/eu-tenho-essa-namorada-elsie.html' title=''/><author><name>Y.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01201200985923935571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-5001196365228079117</id><published>2009-11-15T05:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T05:25:39.005-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ouvia as histórias de Sylvia. De início, eram aquelas maçãs pequeninas e ultra-suculentas, árvores gigantescas, frondosas - e um silêncio sepulcral. O mato cerrado, horas de caminhada penetrando naquele cheiro úmido, longínguo, o Sol acima, mal tocando as superfícies, tudo de uma beleza inigualável e hermética; assim, imaginava o passado de Sylvia, aquela senhora agora postada à sua frente, cabelos grisalhos, mãos ágeis no manuseio dos fios dos inúmeros novelos largados ao redor dela; fios que aos poucos compunham ilimitados cachecóis, também mantas e casacos coloridos. Sentia o passado se distendendo, longe, pesado, afundando o corpo dele de encontro ao sofá empoeirado e, assim, erguia uma espécie de monumento na praça pública da sua memória; aos poucos, no entanto, percebia um hálito como que vindo de uma floresta, um hálito e um silvo, já não via mais certa beleza, ou a via ainda, mas então não se tratava mais daquilo - ou, ao menos, não mais apenas aquilo - agora ele via as crianças, suas mãos sujas de terra, as unhas negras cavocando o solo, brincadeiras com o barro, as árvores e o limo, larvas se tornando pequenos amigos, maçãs brutas lambusando os rostos dos componentes do bando, as crianças com seus cabelos desgrenhados, escalando as árvores, mostrando os dentes, sorrindo e ao mesmo tempo cercando os arredores com sementes de maçãs e pequenos troncos secos e se via árvores-labirintos por onde se andasse, as mãos, pequenos ramos prontos para se erguerem em direções que lhe aprouviessem e ele mesmo dando pequenos saltos esquisitos do sofá, o peito chiando um som através dos cômodos da casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-5001196365228079117?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/5001196365228079117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=5001196365228079117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/5001196365228079117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/5001196365228079117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2009/11/ouvia-as-historias-de-sylvia.html' title=''/><author><name>Y.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01201200985923935571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-2847313179554593277</id><published>2009-05-09T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T10:38:52.157-07:00</updated><title type='text'>MIREILLE, Jean, Dos desvios e dos vestígios, cap V, pag 87.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[...]Talvez se trate apenas de perscrutar essa estética, já provavelmente tão disseminada, mas, pelo que percebo, nem sempre reconhecida. Porque o Rei caiu, mas, sabe-se lá, talvez ele nunca tenha tido tanta força. O Rei está morto! Viva o Rei! Recordo-me de uma experiência simples - e, sim, pouco original - na Universidade de Pietre Mont, em que alunos de música tinham a tarefa de criar uma paródia. Deram início pesquisando a obra de um compositor respeitadíssimo da Renascença - o sonho clássico costumeiramente batendo à porta - e se puseram a pensar como aquilo se daria. Começaram por reproduzir temas cruzados desse compositor, o que já causava um certo distanciamento. Alguns ajustes adiante e aquilo tudo já me parecia bastante selvagem. Uma semana depois, chegaram com um arranjo bastante esquisito, ora melodramático, ora jocoso, e, ouvir aqueles temas daquela forma dava uma grata sensação de estranhamento. Mas, o melhor veio apenas uns quinze dias depois, outro grupo de estudantes fez não a paródia do trabalho do tal compositor, mas uma paródia já da resultado da pesquisa do primeiro grupo de parodiadores e, acredite, aquilo soava ainda mais interessante.[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-2847313179554593277?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/2847313179554593277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=2847313179554593277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2847313179554593277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2847313179554593277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2009/05/mireille-jean-dos-desvios-e-dos.html' title='MIREILLE, Jean, Dos desvios e dos vestígios, cap V, pag 87.'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-7174111092145507834</id><published>2009-04-11T08:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T12:50:31.848-07:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei das focas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://flibusteiros.blogspot.com/"&gt;http://flibusteiros.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que dois terços do mundo sejam água. Existem tantas poucas baleias, mas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-7174111092145507834?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/7174111092145507834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=7174111092145507834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7174111092145507834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/7174111092145507834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2009/03/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-focas.html' title='Pra não dizer que não falei das focas.'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5956800604708307170.post-2400597198697214359</id><published>2008-03-14T14:32:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T20:17:18.432-07:00</updated><title type='text'>DELEUZE, Gilles, Jean-Jacques Rousseau - Precursor de Kafka, de Céline e de Ponge, pag 6.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os dois pólos da obra filosófica de Rousseau são o Emílio e o Contrato social. O mal, na sociedade contemporânea, é que nós não somos mais nem homem privado nem cidadão: o homem tornou-se “homo oeconomicus”, isto é, “burguês”, animado pelo dinheiro. As situações em que há interesse em sermos maus implicam sempre relações de opressão, nas quais o homem entra em relação com o homem para obedecer ou comandar, senhor ou escravo. O Emílio é a reconstituição do homem privado, do Contrato social, do cidadão. A primeira regra pedagógica de Rousseau é esta: nós chegaremos a nos constituir enquanto homens privados quando restaurarmos nossa relação natural com as coisas, com isso preservando-nos das relações artificiais demasiado humanas que, desde a infância, acarretam em nós uma perigosa tendência a comandar. (E é a mesma tendência que nos faz escravo e que nos faz tirano.) “Ao exercer o direito de serem obedecidas, as crianças saem do estado de natureza quase ao nascer”. A verdadeira correção pedagógica consiste em subordinar a relação dos homens à relação do homem com as coisas. O gosto das coisas é uma constante na obra de Rousseau (os exercícios de Francis Ponge têm algo de rousseauniano). Daí a famosa regra de Emílio, regra que requer apenas vigor: jamais trazer as coisas para a criança, mas levar a criança até as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5956800604708307170-2400597198697214359?l=yanesantiago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yanesantiago.blogspot.com/feeds/2400597198697214359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5956800604708307170&amp;postID=2400597198697214359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2400597198697214359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5956800604708307170/posts/default/2400597198697214359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yanesantiago.blogspot.com/2009/03/deleuze-gilles-jean-jacques-rousseau.html' title='DELEUZE, Gilles, Jean-Jacques Rousseau - Precursor de Kafka, de Céline e de Ponge, pag 6.'/><author><name>Yane Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08198118888740407210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
